PELAS CORDAS DO CORAÇÃO – CAVAQUINISTA MINEIRO LUCAS LADEIA COMEMORA 15 ANOS DE CARREIRA

Por Redação

Projetos e estudos inéditos sobre a prática do cavaquinho, novas peças autorais, videoaulas e minidocumentário marcam a temporada especial que ainda celebra sua primeira década em formações como Assanhado Quarteto e Toca de Tatu

O jovem instrumentista mineiro Lucas Ladeia se prepara para celebrar um marco especial este mês: seus 15 anos de carreira e uma série de projetos inéditos a serem lançados em comemoração à ocasião. Mestre em música pela UNIRIO, o compositor que coleciona três dezenas de peças criadas através de um instrumento de pouco mais de 60cm, o cavaquinho, apresenta o esperado lançamento “Cavaquinho Solista” e comemora seu “Cavaquinho em Todos os Tons”. Realizados com o auxílio da Lei Aldir Blanc, o primeiro projeto marca uma profunda pesquisa para composição tendo na prática do cavaquinho sozinho, sem nenhum outro instrumento acompanhando, sua principal característica. Já o segundo, por sua vez, trata-se da gravação de uma série de 24 peças compostas pelo músico, que convidou os colegas Abel Borges, André Milagres, Lucas Telles e Luísa Mitre para participarem deste que será seu primeiro disco solo.

Cavaquinho Solista

Em processo de divulgação de seu “Cavaquinho Solista”, pela primeira vez Lucas realizou uma pesquisa pra compor de forma mais consciente e pensada, culminando em quatro produções autorais em diferentes texturas musicais – melodia acompanhada, contraponto a duas vozes, “chord melody” e monodia. “Foi uma série sob encomenda, por assim dizer, com um objetivo mais claro em relação a essa abordagem do cavaquinho solista, uma verdadeira oportunidade por meio do recurso da Lei Aldir Blanc que vem me permitindo levar meus projetos adiante, ainda que em tempos de pandemia”, conta.

Abordando a prática da música embalada sem nenhum outro instrumento acompanhando, o projeto já está disponível com  estas composições  no canal de Lucas no Youtube (www.youtube.com/lucasladeia), e conta com uma videoaula sobre os desafios e processos de composição lançada na última semana. Num material de pouco mais de 20 minutos, o mineiro registra o trabalho de pesquisa que vem sendo feito já há algum tempo, aprofundando na linguagem do cavaquinho ao explicar sobre como trabalhar as diferentes texturas musicais que foram aplicadas nas peças compostas. Mostrando na prática alguns exercícios que criou para contribuir no desenvolvimento dessa linguagem, Lucas garante que o conteúdo é um presente destinado a quem se encanta pelo cavaquinho e seus acordes. “A música é uma parte muito importante da minha vida e fico muito feliz por poder compartilhar um pouquinho do que vivo e aprendi dessa arte”, reforça.

Falando em momentos desafiadores, o “Cavaquinho Solista” não poderia vir em melhor ocasião. Com “Esperançar”, o compositor propõe uma reflexão sobre continuidade que, como na engrenagem de uma locomotiva, precisa dar um passo para o outro chegar. Já “Fraternizar”, peça estruturada em duas linhas melódicas distintas que dialogam entre si, fica evidente a emoção que desperta em quem a escuta. “É como um diálogo fraterno entre duas pessoas que se respeitam e, apesar de observarem o mundo por prismas diferentes de interpretação, não criam com isso motivos para desagregação, mas se esforçam para criar harmonia dentro da própria diversidade, aprendendo um com o outro”, explica o autor. A composição, que é definida pelo autor como uma oportunidade ao diálogo respeitoso como mecanismo de progresso real para humanidade, não poderia ser mais atual.

Cavaquinho em Todos os Tons

E como música é, definitivamente, um dos mais atemporais e inebriantes meios de contar a vida, Lucas dá sequência a um projeto de composição diária iniciado há pouco mais de três anos, o “Cavaquinho em Todos os Tons”. “Reuni o que tinha, em torno de quatro ou cinco músicas, e resolvi compor novos choros em outros tons, o que resultou, ao longo do percurso, na composição em todas as tonalidades do sistema tonal-europeu”, conta.

Como ousou Bach, o alemão consagrado como um dos maiores compositores que o mundo viu, e seus 24 prelúdios e fugas para o cravo bem temperado, Lucas criou sua própria série de também 24 composições para o cavaquinho, cada uma, como nas peças do inesquecível compositor, baseada em uma tonalidade diferente. Daí nascia a série “Cavaquinho em Todos os Tons” que, com a participação dos colegas Abel Borges, André Milagres, Lucas Telles e Luísa Mitre, foi gravada entre fevereiro e maio deste ano com o apoio da Lei Aldir Blanc. Publicadas, as músicas podem ser acompanhadas no canal do artista no Youtube contando, ainda, em sua divulgação, com quatro videoaulas sobre músicas do repertório e um minidocumentário que serão disponibilizados digitalmente até o fim de junho. Por lá, a playlist contém sua interpretação de cada uma das peças, com Lucas assinando toda concepção do material audiovisual: “eu produzi, de casa mesmo, o áudio, os vídeo, as edições, tocando violão, cavaquinho base e cavaquinho solo, tudo pra mostrar ao mundo o resultado desses meus esforços, de tanto suor e disciplina”, brinca.

A energia da música neste projeto, que parece ultrapassar as barreiras do tempo, pode ser sentida em “Persistindo”, peça que completa o “Cavaquinho em Todos os Tons” e parece composta para os dias de sobrevivência à pandemia que atravessa a humanidade, porém, com o “contágio” exclusivamente de bons sentimentos. Assim como a esperança terna de “Mesmo assim”, também deste álbum, que conduz com leveza e precisão os acordes que mais parecem contar uma história sobre a resiliência humana.  Com “Alento”, Lucas e os parceiros brindam com nuances carinhosas aos ouvidos, aguçando ainda mais os sentidos e bons sentimentos, deixando um gostinho do que está por vir. “Cavaquinho em Todos os Tons” levou o artista ao mestrado em música, no qual produziu um livro didático baseado nas peças da série.

Dedilhando emoções

Completando, ainda este ano, 10 anos nas formações Assanhado Quarteto e Toca de Tatu, quando indagado sobre o começo de sua história que mais parece ter nascido com ele, nos idos de 1988, o mineiro nem hesita: “foi o cavaquinho que me escolheu”, fazendo parecer simples o ato de compor: “Eu paro um pouco, respiro e começo a brincar com o instrumento. Às vezes, era só uma tentativa de esvaziar a mente, mas é exatamente quando aparecem muitas ideias”, conta o artista que garante que algumas delas já chegam prontas nas pontas dos dedos. Entre peças, muitas delas premiadas, Lucas segue seu curso natural de transformar sentimento em música e compõe e arranja também para os repertórios dos grupos que participa. Com o álbum “Feira” (2015), do Assanhado Quarteto, pode-se contemplar assinaturas do cavaquinista em “Tilho no Choro” – composição que o levou à final do Festival Choro Novo, integrando o CD produzido pelo evento – e em “Atreva-se”, um maxixe criado especialmente para o disco. No segundo disco do Toca de Tatu (2017), o “Afinidade”, compôs o emocionante choro que deu nome ao disco.

Do alto de seus 15 anos de carreira, Lucas compartilhou em turnês pela Europa e Oceania, alguns dos mais marcantes instantes de sua caminhada. O primeiro, uma apresentação com o Toca de Tatu no Rencontres Internationales de la Guitare, em Antony, na França, enquanto o outro grande instante, também no exterior, foi quando esteve com o Assanhado Quarteto no Festival Internacional de Jazz que acontecia nas praias de Manly, em Sydney, Austrália. “Levamos nossa música, de Belo Horizonte, genuinamente brasileira, para além do continente”, brinda Lucas.

Colecionando apresentações Minas adentro – como no Festival de Inverno de Itabira, Festa da Música, o Savassi Festival, o conceituado Festival Gastronômico de Tiradentes, a Virada Cultural BH, Unimed Instrumental, Sesc Chorinho e Samba na Praça –, com os grupos, o cavaquinista levou o choro também Brasil afora. Marcou presença nos cariocas Rio Montreux Jazz Festival e Quartas Eruditas BNDES, no Festival Chorando Sem Parar, em São Carlos – SP, no Clube do Choro de São Paulo e de Brasília. Tal vivência, possibilitou Lucas Ladeia tocar com seus parceiros ao lado de nomes como Zé Nogueira, Sérgio Santos, Célio Balona, Mário Sève, Rafael Martini, Cristóvão Bastos, Hamilton de Holanda, Edu Neves, dentre outros.

Já quando o assunto é premiação, o compositor e seus companheiros de palco Abel Borges, Lucas Telles e Luísa Mitre, do Toca de Tatu, venceram juntos o II Concurso Instrumental 66 do Canal Brasil e ficaram como 2º colocados no I Festival de Choro Jorge Assad. Já ao lado dos membros do Assanhado Quarteto, André Milagres, Rodrigo Magalhães e Rodrigo Heringer, o cavaquinista chegou ao 2º lugar no I Festival Música Nova de Santa Bárbara, sendo este ano indicados outra vez como semifinalistas ao prêmio BDMG Instrumental, cuja final acontecerá em julho. Sozinho, Lucas coleciona dois momentos emblemáticos como finalista no Festival Choro Novo, em 2011, sendo este um passo de extrema importância em sua projeção no meio na capital, e como vencedor do BDMG Jovem Instrumentista, que lhe garantiu, por meio do prêmio, vivenciar uma temporada de aulas com o cavaquinista Dudu Braga, com quem muita bagagem acumulou.

Afinal, aprender não ocupa espaço e parece nunca ser o suficiente ao jovem instrumentista. Ao definir essa parceria, de quando não está tocando só, mas em constante troca com outros músicos, o mineiro garante que é preciso ir além do próprio instrumento, estando atento às nuances e proposições dos companheiros, com diálogo e comunhão nas performances. “Tocar junto é, acima de tudo, compor um tecido sonoro musical. É permitir se banhar do outro para que ele, então, se banhe da mesma forma de você”, explicita.

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