CRIASOM é festival sobre economia criativa, com extensa programação com música, muitas conversas e dicas, de 23 de fevereiro a 26 de março

Por Redação

Dezoito bate-papos: diversos campos da produção cultural,

destinadas a pessoas que estão iniciando em áreas artísticas e executivas

Cinco shows com: Blues Etílicos, Blues Beatles, Yuri Prado e Mardi Gras Brass Zookas, Igor Prado and Just Groove e Electric Miles

No dia 23 de fevereiro, (3ªf), começa o CRIASOM, evento online e gratuito que vai mostrar os vários lados da cadeia econômico e criativa da música, com grandes nomes da produção cultural do Brasil que discorrerão sobre suas atividades diárias. Cinco shows e dezoito palestras serão realizados online, nas páginas da Mannish Boy Produções Artísticas, como no canal do Youtube https://www.youtube.com/user/eugeniomjrgmail/  e nas mídias digitais do festival CRIASOM.

Profissionais de várias áreas da música no Brasil vão falar sobre o início de suas carreiras e como chegaram ao patamar profissional em que se encontram. Uma conversa franca contando os passos das produções que atuam: quais projetos deram certo e quais deram errado e o que os novos profissionais devem fazer para que um projeto saia do papel, além de contar suas histórias de vida. Cada bate-papo terá entre uma hora e uma hora e meia de duração, com mediação do jornalista e produtor Eugênio Martins Júnior. Abaixo, serviço com a programação completa.

Serão abordados os temas: coletivos, formatação e gestão de projetos; curadoria e conceito artístico; Leis de incentivo; produção executiva; produção artística; administração de espaços e empresas; contratação de artistas (nacionais e internacionais); gerenciamento de carreira (nacional e internacional); assessoria de imprensa; jornalismo cultural; gravação em estúdio e criação de festivais; se vale a pena abrir uma empresa.

O projeto CRIASOM é realizado pelo ProAC – Programa de Ação Cultura, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Governo do Estado de São Paulo e da Lei Aldir Blanc, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

Introdução CRIASOM, por Eugênio Martins Júnior:

O século 20 tem trazido inúmeros desafios para a classe artística, com a explosão de novas linguagens de mídia, onde os artistas podem mostrar seu trabalho diretamente ao público. Uma estrada que está sendo percorrida há duas décadas.

No mundo da música, com o esfacelamento do velho formato das grandes gravadoras, os artistas tiveram que aprender a lidar com inúmeros formatos digitais, como o MP3, o Youtube, streaming (Spotfy, Deezer, etc) e, mais recentemente, com a pandemia do Covid-19, a captação de imagem e som para as famosas lives, transmissões ao vivo com interação do público – sejam elas caseiras ou em estúdio.

Mas também existem outros caminhos que o músico, ou mesmo os interessados a trabalhar com música, podem percorrer. Essa cadeia não para de crescer e se renovar. Afinal de contas, criatividade não falta pra essa galera. É só saber olhar. Há espaço e formato para todos. Além da criatividade, é só coragem para fazer seu projeto andar.

Enfim, jovens e profissionais que queiram ingressar no mundo da música terão um um painel credadeiro, uma visão global, desse campo que passa por crescimentos esporádicos, mas também sofre com as recorrentes crises econômicas do nosso país.

Veja por exemplo os números da música digital. Segundo o relatório anual da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), publicado em 04 de maio de 2020, referente ao crescimento em 2019, a receita total do mercado mundial de música gravada cresceu 8,2%, subindo para US$ 20,2 bilhões. Aqui no Brasil o crescimento foi de 15,4% entre 2017 e 2018. O número é superior à alta do mercado global, que, segundo dados da IFPI ficou em 9,7%.

Bom saber que o mundo digital vai bem. Ainda mais agora, com todo mundo em casa. Do outro lado, a música presencial está parada. E o que a gente gosta mesmo é de de ver nossos artistas ao vivo. Chacoalhar com o som ao vivo, de uma seção de metais botando pressão, do bumbo da bateria socando o peito.

E um dia, com o fim, ou pelo menos com o enfraquecimento da pandemia, a vida vai pedir música, shows, festivais, mais lives, e quem estiver preparado vai sair na frente.

Por isso o CRIASOM.

Segue a programação:

– 23/2/2021, 3ªf, 20h – Herbert Lucas – Bate-papo

Tema: Curadoria

Diretor artístico do Bourbon Street Music Club, maior produtor independente do Brasil à frente da Lucas Shows e Eventos e curador de vários festivais.

– 4ªf, 24/2/2021 – Giovanni Papaleo

Tema: Conceito Artístico de um Festival

Produtor, músico e realizador dos festivais de Garanhuns, Gravatá e Oi Blues By Night. Também é baterista, fundador da Uptown Blues Band de Pernambuco.

– 5ªf, 25/2/2021 – Stênio Mattos

Tema: Pré e pós produção. Os números de um grande festival como o Rio das Ostras Jazz e Blues

Realizador do Rio das Ostras Jazz e Blues, o maior festival do gênero no país.

– 6ªf, 26/2/2021 – Show com Blues Etílicos

– 2ªf, 01/3/2021 – Jamir Lopes

Tema: Captação de recursos via lei de incentivo

Realizador do Santos Jazz Festival, Pós-Graduado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo; Pós-Graduado em Gestão Cultural – ITAÚ CULTURAL – MBA Gestão Pública (Unimonte).

– 3ªf, 02/3/2021 –- Antonio Taveira

Tema: Prestação de contas para Lei Rouanet e PROAC

Especialista em gerenciamento de projetos e prestação de contas.

-– 4ªf, 03/3/2021 -– Alexandra Linda

Tema: Processos educativos em Festivais Temáticos: dos estudantes de música ao público

Mestra em Ciência da Informação, Bacharela em Regência

-– 5a.f, 04/3/2021 -– Nanne Bonny

Tema: Coletivos, empoderamento, liberdade e arte

Produtora cultural, DJ e ativista. Criadora de projetos culturais e coletivos femininos.

– 6ªf, 05/3/2021 – Show com Yuri Prado e Mardi Gras Brass Zookas

– 2ªf, 08/3/2021 – Edgar Radesca

Tema: Gestão de um music club e seus derivados (spin offs), festivais, séries e turnês

Proprietário e diretor do Bourbon Street Music Club e um dos sócios da Casa Natura Musical.

– 3af, 09/3/2021 – Cajaíba Jr

Tema: Gestão de carreira e produção executiva

Atualmente é empresário artístico e produtor executivo de vários artistas

– 4ªf, 10/03 – Igor Prado

Tema: Gerenciamento de carreira

Músico (guitarrista) – À frente da Igor Prado Blues Band ganhou notoriedade e prêmios internacionais.

– 5a.f, 11/3/2021 – Flávio Guimarães

Tema:Gerenciamento de carreira

Músico (gaitista) – Um dos grandes gaitistas em todo o mundo. Guimarães está à frente da banda Blues Etílicos há mais de 25 anos

6af, 12/3/2021 – Show com Igor Prado e Just Groove

– 2ªf, 15/3/2021 – Lucas Krempel

Tema: Jornalismo cultural regional

Jornalista e editor do Blog n’Roll – Trabalha no jornal A Tribuna de Santos onde edita o caderno Galeria

– 3ªf, 16/3/2021 – Carlos Calado

Tema: Jornalismo cultural

Jornalista e crítico musical – Trabalhou na Folha de São Paulo por duas décadas.

– 4ªf, 17/3/2021 – Maria Inês Costa

Tema: Assessoria de imprensa em festivais e campanhas específicas

À frente da Maic Comunicações, é assessora de imprensa dos festivais Bourbon Festival, BB Seguros dentre outros.

– Quinta-feira, 18/3/2021 – Flávio Naves

Tema: Gerenciamento de carreira e agenda internacional

Músico (tecladista) – à frente da banda Blues Beatles tem trabalhado mais fora do que no Brasil.

6ªf, 19/3/2021 – Show com Blues Beatles

16 – Terça-feira, 23/3/2021 – Luiz Miguel Perez Oyarzún

Tema: Viabilizando uma live com qualidade de som e imagem

Especializado em edição de som, mixagem, gravação, técnico de estúdio. Atualmente integra a equipe de áudio do Sesc Santos.

– 4ªf, 24/3/2021 – Michel Pereira

Tema: Gerenciamento de palco em grandes shows e festivais

Músico e produtor – Técnico de palco do Santos Jazz Festival, Festival do Café, Virada Cultural

– 5ªf, 25/3/2021 – Alexandre Fontanetti

Tema: Do vinil ao streaming – técnicas de estúdio

Produtor artístico vencedor do Grammy Latino e proprietário do estúdio Space Blues.

6ªf, 26/3/2021 – Encerramento – Show com Electric Miles

Sobre as Bandas:

Blues Etílicos é a marca mais forte do blues nacional e a banda há mais tempo em atividade nesse segmento. Desde meados dos anos 80, a banda vem produzindo uma extensa obra autoral, além de gravar homenagens às suas principais influências, tendo lançado doze CDs e um DVD.

​Se o blues hoje no Brasil é um mercado consolidado com inúmeros festivais no país, muito se deve ao trabalho contínuo e consistente da banda, que é a maior responsável pela criação e manutenção de uma verdadeira legião de fãs desse estilo musical.

​Ainda assim, pode-se dizer que a música do Blues Etílicos não se limita a nenhum rótulo específico. A densidade do blues, a energia do rock e o balanço da música brasileira são os três elementos básicos que regem seu som. É música para ouvir, dançar e festejar.

Blues Beatles – Os Beatles como você nunca ouviu. A banda Blues Beatles é o encontro da sonoridade vocal do quarteto de Liverpool com o rítmo contagiante do blues.

Músicas como Help, Ticket to Ride, Yesterday, We Can Work It Out, Come Together e outras receberam novos arranjos, onde alguns elementos marcantes são preservados e outros modificados para que o universo do blues entre em ação.

O resultado é um show inovador onde as melodias familiares dos Beatles se misturam com solos de guitarra, Hammond, piano e saxofone que, seguindo a tradição do blues, são sempre improvisados.

A Banda se apresenta com frequencia nas pricipais casas de show do país como Bourbon Street (São Paulo), Bolshoi Pub (Goiânia) entre outras, assim como nos principais fetivais de Blues.

Banda: Marcos Viana (voz), Flávio Naves (Hammond B3 e piano), Bruno Falcão (baixo e voz), Lancaster (guitarra), Denilson Martins (sax e vocal), Fred Barley (bateria e voz).

Igor Prado e Just Groove – Há 17 anos na estrada, o guitarrista e produtor musical paulistano Igor Prado (único sul-americano indicado ao Blues Music Awards o Oscar do Blues americano) ao lado da banda Just Groove, mescla blues, soul, funk e música brasileira.

No repertório, versões de peso-pesados da black music de Isley Brothers, The Meters e até mesmo Tim Maia, mesclado com material autoral que fará parte do próximo álbum do guitarrista que será lançado no Brasil e nos EUA. O show conta com a participação do renomado pianista de Porto Alegre Luciano Leães que é referência na américa do sul no estilo Blues e New Orleans. Igor Prado, guitarra e voz – Junior Isidoro, bateria – Douglas Couto, baixo elétrico – Luciano Leães – Teclado.

Yuri Prado e Mardigras Brasszookas – “Nas minhas passagens por New Orleans comecei a perceber que o acento dos rítmos de rua de lá lebravam a nossa música nordestina, pra mim foi uma revelação”.

Yuri Prado é baterista com mais de 20 anos de carreira e sempre teve o pionerismo acompanhando os seus trabalhos. Esse novo projeto não é diferente. Através do grande Know-How que adquiriu fora do país, durante anos de vivência com grandes músicos internacionais, participando dos grandes festivais dentro e, principalmente, fora do Brasil, inclusive atingindo a inédita marca de ser o primeiro artista sul americano a ser indicado ao Blues Music Awards (”Grammy do Blues nos USA”), deciciu juntar o sotaque musical gringo com a música brasileira e seu sangue latino, lançando o primeiro disco solo entitulado: “Jamboada”.

O nome Jamboada foi criado da junção dos nomes dos pratos Jambalaya, um dos pratos mais tradicionais de New Orleans, com a nossa Feijoada. Ambos foram criados quase da mesma forma: classes mais pobres, para aproveitar as sobras, juntavam tudo num panelão, caprichavam nos temperos e acabaram, por pura necessidade, criando dois dos pratos mais famosos do mundo até os dias de hoje.

Electric Miles – Trata-se de um tributo a um dos maiores músicos de jazz de todos os tempos, cuja obra foi muito influenciada pelo blues do sul dos Estados Unidos, Miles Davis.

Miles nasceu e cresceu em Saint Louis, tendo acompanhado toda a movimentação musical de sua época. Por sua vez, viajou para New York e juntou-se com a nata do jazz do século 20 e fez história. Na verdade, com seus famosos quintetos, ele próprio foi responsável por escrevê-la.

Esse “tributo” dedica-se à fase elétrica de sua trajetória, a partir do final dos anos 60 até sua morte, em 1991. E também aos desdobramentos dela, com temas de Weather Report, Mahavishnu Orquestra e Return To Forever.

O grupo é formado por feras do jazz de São Paulo escolhidos por causa de suas características musicais, são eles: Stefano Moliner (baixo), Felipe Aires (trompete), Thomaz Souza (saxofone), Saulo Martins (piano) e Ivan Lopes (bateria).

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