Cabo Frio realizou a festa da Padroeira Nossa Senhora da Assunção

Por Marcelo Faria

Uma tradicional festa acontece todos os anos no mês de agosto para celebrar a padroeira de Cabo Frio, Nossa Senhora da Assunção. O Portal Sambrasil Turismo e Cultura acompanhou de perto as festividades e preparou uma matéria especial.

Da Paróquia de Nossa Senhora da Assunção de Cabo Frio, não se conhece a data de sua criação canônica. No entanto, é certo que tenha surgido com as ordens do Rei Filipe III, da Espanha, dadas a Constantino Menelau, para mais uma vez retornar a região e estabelecer uma povoação em terras da Capitania de São Tomé, descobertas, em 1503, por Américo Vespúcio, habitadas por índios Tamoyos, logo após ter expulsado os franceses, holandeses e ingleses que invadiam as costas do sul do Brasil, pelos negócios de pau Brasil, estabelecendo ali, em 13 de novembro de 1615, com a ajuda de quatrocentos homens brancos e índios catequizados, a Fortaleza de Santo Inácio e fundou a cidade de Santa Helena do Cabo Frio, a sétima mais antiga do Brasil.

No mesmo ano iniciou-se a construção de uma igreja, destinada a ser Matriz sob o patrocínio de Santa Helena, cujo orago o povo mudou quando se levantou o novo Templo para Nossa Senhora da Assunção, cuja imagem, ainda hoje é venerada na Matriz. Segundo a tradição, foi a terceira imagem, que sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção, chegou ao Brasil trazida de Portugal por Frei Agostinho Santa Maria (a primeira imagem viera em 1551 para Pocinhos, Paraíba e a segunda para Camamu, Bahia). O novo Templo deve ter sido construído antes de 1686, pois neste ano já o visitava o Bispo Dom José de Barros Alarcão. Em 1678, a Paróquia já estava na classe das Paróquias Perpétuas.

Vale salientar que nossa equipe foi acolhida com muito carinho no Recanto Exuberante das Palmeiras em Cabo Frio pelo casal proprietário Edison e Carmem. O local conforme o próprio nome já indica é exuberante, com ótima estrutura. Excelente casa de veraneio para hospedagem, ótima distribuição das acomodações com ar condicionado, ampla sala de estar, uma suíte, dois banheiros comuns, ampla área de lazer com piscina, jardim, varandão, área gourmet com churrasqueira, fogão à lenha, bar e banheiro, Wi-Fi gratuito. TV a Cabo e fibra ótica, cozinha equipada com micro-ondas, geladeira e demais utensílios, lavanderia com tanque e máquina de lavar roupa e local arejado para secagem, além de estacionamento privativo. Observação: Hospedagem excelente para grupos e famílias grandes, até 15 pessoas. A temporada mínima para hospedagem é de três dias.

Com indicação e contribuição do Portal Sambrasil Turismo e Cultura, agora o Recanto Exuberante das Palmeiras está no GoogleMaps, VEJA AQUI:

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Para celebrar esta dada festiva uma programação especial de quatro dias foi definida para o dia da padroeira do município, Nossa Senhora da Assunção, que é comemorado no dia 15 de agosto.

Neste dia, cristãos católicos, celebram o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, mão de Jesus Cristo, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial.”.

Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se “Dormição”, porque foi sonho de amor. Até que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.

Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro do Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte.

É probabilíssima, e hoje bastante comum, a crença de a Santíssima Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos e a perseguição de Herodes Agripa, no ano 42 ou 44. Teria então uns 60 anos de idade. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica, localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu Filho celebrou os mistérios da Eucaristia e, em seguida, tinha descido o Espírito Santo sobre os Apóstolos.

Não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a sua própria virtude e poder, mas foi erguida por graça e privilégio, que Deus lhe concedeu como a Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, como a Mãe de Deus.

Oração a Nossa Senhora da Assunção

Ó dulcíssima soberana, rainha dos Anjos,

bem sabemos que, miseráveis pecadores,

não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas,

mas sabemos que a vossa grandeza

não vos faz esquecer a nossa miséria e,

no meio de tanta glória, a vossa compaixão,

longe de diminuir, aumenta cada vez mais para conosco.

Do alto desse trono em que reinais sobre todos os anjos e santos,

volvei para nós os vossos olhos misericordiosos;

vede a quantas tempestades e mil perigos estaremos,

sem cessar, expostos até o fim de nossa vida.

Pelos merecimentos de vossa bendita morte,

obtende-nos o aumento da fé, da confiança

e da santa perseverança na amizade de Deus,

para que possamos, um dia, ir beijar os vossos pés

e unir as nossas vozes às dos espíritos celestes,

para louvar e cantar as vossas glórias eternamente no céu.

Assim seja!

OREMOS: Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória.

Por Cristo, Senhor nosso. Amém!

No dia da Padroeira, de acordo com o pároco Pe. Marcelo Chelles Moraes da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, missas foram realizadas às 10h e 17h, além da vasta programação religiosa realizada durante os quatro dias de festa.

A partir de 18h, uma procissão luminosa reuniu motoristas que saíram da Igreja Matriz.

A cidade também contou com uma programação popular. As atrações musicais se apresentaram na Praça Porto Rocha.

Confira a programação completa:

Quinta-feira (15):

9h: Passeio ciclístico da padroeira com saída na Praça Porto Rocha

20h: Ministério Novo Agir

21h30: Banda Nohall.

Sexta-feira (16):

20h30: Tambores Urbanos

22h30: Alvino

Sábado (17):

20h30: Festa Good Times com DJ Júnior e Cláudio Lima

21h30: Duda, ex participante do The Voice Kids

23h: Nagza Reis.

Domingo (18):

12h: Almoço na praça Porto Rocha

12h: Jero e Jamantha

14h30: Festival dos Prêmios.

Mais sobre a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção

Fundada à província de Cabo Frio, em 13 de novembro de 1615, e determinado o lugar da povoação, “também se designou o da pequena igreja destinada a servir de matriz, que foi dedicada a Santa Helena, cujo orago o povo mudou quando levantou o novo templo, sob a invocação de Nossa Senhora D’ Assumpção, com maior dimensão que a primeira”.

De arquitetura típica do século XVII, estilo jesuítico, com altares barrocos. Essa Matriz é cem vezes mais antiga que as famosas igrejas mineiras, quase um século antes de ciclo do ouro.

Para algumas obras, concorreu a Fazenda real que mandou pagar a importância dos consertos necessários, e outra que determinava pagar a importância de um retábulo de madeira lisa, e pintado à semelhança de pedra, para a Capela Mor.

Em 1818, a Igreja paroquial “era grande e irregular, pouco ornamentada, sem teto, concordando com a pobreza das casas que a cercavam”. (Saint-Hilaire)

Diz à tradição que a primitiva igreja foi erigida no bairro da Passagem, onde era a residência da família terra, antigo “Hospício de S.João Batista”, lugar de hospedagem dos frades viajantes. Hoje, quebrando um pedaço da história local, encontra-se erguido o edifício “Rosalina Ferro”.

A imagem da Padroeira é de escultura de madeira e data da fundação e ereção da Igreja. Foi a terceira, no século XVII, trazida de Portugal para o Brasil e para Cabo Frio, por Frei Agostinho de Santa Maria (Mensageiro da Fé – 1952).

Como Igreja Matriz, foi logo servida de pároco, “encomendado”, até que entrou na classe das paróquias perpétuas, antes do ano de 1678. O último vigário de Cabo Frio foi o Padre José Duarte Nunes, português que muito trabalhou, deixando um grande patrimônio para nossa cidade: o prédio do salão paroquial que ele comprara do clube Tamoio, o terreno onde hoje está construída a grande Matriz Auxiliar de Nossa Senhora da Assunção e o grande terreno onde está construído o Colégio Sagrado Coração de Jesus, da Congregação das Irmãs Franciscanas.

A Matriz foi restaurada pelo artista plástico, professor Adail Bento Costa, no ano de 1960, sendo o Altar Mor, escultura do português Manoel Bessa, entalhe em barroco, cujo trabalho de marcenaria contou com a preciosa ajuda do grande artesão cabo-friense Sr. Titinho Oliveira. Também os altares laterais e o da capela de Nossa Senhora do Rosário são do mesmo estilo e ali colocados na época da reforma.

Existiu ao lado da Matriz um lindo prédio – “Império”, que servia, especialmente para os leilões das festas da Padroeira e do Espírito Santo. Hoje, nesse local, encontra-se a livraria paroquial, construída na época em que o pároco era o Pe. João Luis, no ano de 1997, no mesmo estilo da Matriz, formando com o salão paroquial ao lado, um belo conjunto arquitetônico.

Há no interior da Matriz algumas peças de rara beleza onde se destacam a Pia Batismal, a Urna do Santíssimo e as telas dos Quatro Evangelistas. Algumas imagens do século XVII merecem destaque especial: São Francisco de Assis e Santo Antônio de Pádua, em dois nichos na lateral do altar Mor; São José de Botas e Nossa Senhora do Rosário, na capela lateral esquerda; São Joaquim e o Arcanjo Gabriel, na capela da Virgem Aparecida; Sant’Ana, na lateral direita da nave principal, perto da porta de entrada. Nossa Senhora das Dores, o Senhor dos Passos e o Senhor Morto ficam guardados na Capela do Santíssimo e apenas na Semana Santa são colocados em exposição.

Pia Batismal

Exemplar de grande proporção, executada no século XVII, em mármore de Lioz, dotada de coluna e tampa. Nela, o sacerdote verte a água benta com a concha batismal sobre a cabeça de uma criança ou de um adulto. Existem apenas cinco pias dessa no Brasil.

Urna do Santíssimo

Conjunto de mesa e urna com decoração em talha dourada, do século XIX, tendo a tampa encimada pelo Cordeiro Pascal que repousa o livro dos sete selos. Esse tipo de Sacrário, estilizado, serve para guardar as hóstias consagradas durante a cerimônia de adoração do Santíssimo Sacramento realizada na Quinta-Feira Santa, na semana da Paixão de Cristo. É considerada uma das peças de culto mais significativa das igrejas, principalmente das matrizes. Também denominada Urna dos Pré-Santificados ou Urna do Cordeiro Místico, por sua sugestiva decoração reverenciando a Eucaristia.

Telas dos Quatro Evangelistas

Vê-se nas paredes laterais da nave central, quatro belas telas encontradas no forro antigo da Matriz que foram descobertas na época da restauração, em 1960, com pintura de autor desconhecido.

Altar de Nossa Senhora Aparecida

Numa capela construída dentro da Matriz vamos encontrar um notável altar, de primorosa execução, datado do século XVII, dedicado à Nossa Senhora Aparecida de Cabo Frio. Executado em talha decorada, revestido de dourado, com corpo e coroamento perfeitamente integrados, apresentando arcos concêntricos com elegantes acantos e simbologia bíblica. No coroamento da talha aparecem as armas do Reino Português encimados pela coroa.

Nesse altar, conserva-se hoje, uma réplica da imagem da Santa Virgem sob o título de “Conceição Aparecida de Cabo Frio”, encontrada no lugar chamado “Taboleiro”, numa grota de pedras batida pelo mar, denominada “Galhetas”, no Focinho do Cabo, na localidade do Arraial do Cabo, antes distrito de Cabo Frio, pelo pescador Domingos André Ribeiro. “Imagem feita de nogueira, do comprimento de um palmo e três dedos, desbotada de todas as tintas, e somente com encarnação atada perfeita no rosto e nas mãos, que mostrava ser a Senhora da Conceição, por trazer uma lua sob os pés e as mãos levantadas”.

O pescador levou-a para casa. Chegando, porém, o fato ao conhecimento do Governador da cidade, Tenente Coronel Manuel Alves da Fonseca, aconselhou-se este com o vigário e ficou resolvido transladar a imagem, com toda pompa, para a Igreja Matriz, em procissão, no dia 2 de outubro do mesmo ano, sendo colocada num nicho, ao lado direito do altar-mor. No dia seguinte a Câmara enviou ao rei um auto do aparecimento, pedindo também auxílio para erigir um templo em honra da Virgem Aparecida. Após uma série de inquéritos, o rei D. João V ordenou “que se levantasse capela dentro da Igreja Matriz não despendendo com as obras mais que um conto de réis”.

É o altar ornado com retábulo de talha dourada e docel com nicho onde está colocada a imagem.

Essa imagem foi roubada da Matriz por duas vezes. No dia 20 de março de 1984, os ladrões, conhecedores de arte sacra, entraram na igreja e levaram além das duas imagens de grande valor histórico (Nossa Senhora Aparecida – a segunda de três que vieram de Portugal no século XVII, e a imagem de Nossa Senhora da Conceição, da mesma época), a coroa da padroeira e dois anjos que adornavam a imagem no altar principal, a coroa e o punhal de prata de Nossa Senhora das Dores, a coroa de prata do Senhor dos Passos, três cálices com patenas, dois ostensórios de grande valor histórico, um crucifixo, também do século XVIII, e vários adornos e objetos sacros.

Fonte: site da Paróquia Nossa Senhora da Assunção (Texto: Elzinha Santa Rosa – Bibliografia: “Dados Históricos de Cabo Frio” – Abel Beranger; “Os retábulos e a história da arte religiosa”, Oberlaender e Magaly: in: Finageiv, Belmira (org.). “Carta à cidade de Cabo Frio”; Pesquisas de Meri Damasceno e recortes de revistas e jornais da cidade; “500 anos de História” – Secretaria de Educação – Cabo Frio)

Cabo Frio é um município da Região dos Lagos do Rio de Janeiro foi descoberto por Américo Vespúcio em 1503, tendo sido alvo constante de ataques piratas franceses e holandeses na exploração do pau-brasil que era de excelente qualidade. Habitada pelos índios TAMOYOS, os portugueses procuravam a ajuda deles para a exploração do local. Há alguns anos tornou-se um grande centro turístico com vasta rede de hotéis e pousadas para turistas nacionais e estrangeiros aproveitarem suas belezas naturais.

As praias são famosas e belas, além de que o município tem o maior litoral praiano do estado, localizado em Tamoios, segundo Distrito de Cabo Frio. O clima tropical, onde o sol brilha forte o ano inteiro e quase não chove, estimula fortemente este turismo praiano. Com estes atrativos o município compõe a região turística da Costa do Sol.

A COLONIZAÇÃO EM 1615

Já em 1615, o governador do Rio de Janeiro, Constantino Menelau, associou-se secretamente aos ingleses para traficar pau-brasil em Cabo Frio. Neste mesmo ano, o governador foi obrigado a combater navios holandeses que aportavam na região.

Voltou a Cabo Frio para expulsar os ingleses que o haviam enganado e construiu uma fortaleza-feitoria na ilha, utilizada anteriormente pelos portugueses e franceses, junto ao porto da barra de Araruama.

Finalmente, Constantino Menelau recebeu ordens do Rei Filipe III, da Espanha, para mais uma vez retornar a região e estabelecer uma povoação. Em 13 de novembro de 1615, com a ajuda de quatrocentos homens brancos e índios catequizados, levantou a Fortaleza de Santo Inácio e fundou a cidade de Santa Helena do Cabo Frio, a sétima mais antiga do Brasil.

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