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SERIE A – 03 UNIDOS DO VIRADOURO – DE SÁBADO (10/02)

Por Gilvan Lopes e Anderson Lopes

Fotos Mariana Barcellos, Marcelo Faria e Adriano Monteiro

Produção Adriano Monteiro

Suporte remoto: Julia Fernandes e Jack Costa

Belissima, este é o único adjetivo a se expressar, quando vimos a apresentação da GRES Unidos do Viradouro, nota-se que, mesmo linda, a escola abusou da criatividade, com soluções incríveis para suas fantasias (como: acetatos, acrílicos, e até bolinhas de árvore de Natal). Carros Alegóricos gigantescos e humanizados, com um acabamento primoroso, foram a tônica do desfile da escola de Niterói.

O Diretor de Carnaval Dudu Falcão disse ao Portal Sambrasil que a escola veio pra brigar pelo título, arrematou informando que: “O meu intuito é dar essa entrevista a você em 2019, já no Grupo Especial, e como hoje, estar com tudo pronto.”.

Com seu carnaval praticamente preparado desde março de 2017, a vermelho e branco surpreendeu a todos na Sapucaí com luxo nas alegorias, fantasias e fez um desfile digno de uma grande escola de samba do grupo especial, a agremiação de Niterói vem para brigar pelo título do carnaval  carioca.

CARNAVAL DE 2018          

SINOPSE

Enredo: Vira a Cabeça, Pira o Coração. Loucos Gênios da Criação

Chegou tua hora, Viradouro!

Grita forte para desestabilizar o cotidiano da razão.

É tempo de virar o mundo todo!

Momento de criar, de novo,

carnavalizando para o povo,

no desordenado reino da imaginação,

estes loucos gênios da criação.

Abraça os magos doutores da erudição!

Trova forças e matizes em explosão prisma multicor,

sela o chão deste asfalto com línguas de cientistas malucos alucinados,

e delira com o mensageiro das estrelas precursor!

Redescobre a energia, a luz, a comunicação e

exalta, Viradouro,

a inventividade e a idealização!

Grita o eureka! ensandecido dos inventores

e a persistência da memória das invenções,

pois se é desde a criação de Adão

que, de louco, todos temos um pouco,

divaga para essa gente os gênios doidos

e seus devaneios de realizações!

Enlouquece, Viradouro!

Vira d´ouro nesta avenida o teu próprio tesouro!

Brinca as glórias dos louros

das obras de uns Vinci a Trinta numes loucos!

Vai aos céus declamando

Ícaro, balões, voos de emoção!

Persegue, junto deles, no caos, o cosmo,

e descobre o teto do firmamento

graças ao Santos que deu asas à imaginação!

Canta as inspirações loucas que recitam a ambição

do apogeu da racionalidade e da sua irmã insanidade.

Ah, e para quem duvida

aquele Trinta também cientista,

quão errante é quem ignora a quimera

que ciência é, da arte, um espelho de mesma matéria?

Então, inspire-se, comunidade!

Conjura, Viradouro,

grandes alquimistas da ficção!

Sábios insanos que (re)criaram a excentricidade

da vida na ficcionalidade.

Saudemos a sétima arte e o humor,

das músicas, o compositor,

e o monstro de Frankenstein, o doutor.

Devotos quixotescos do moinho de fantasia,

fiemos rosários para bispos incompreendidos,

sambemos com chapeleiros e rainhas,

e com um bruxo e seu alienista.

Louvemos fantasmas da dinamarquesa realeza,

gentileza que gera gentileza,

curvando-nos a essa amalucada nobreza!

Mestres tresloucados

que brindam à promiscuidade

do beijo da mentira na verdade.

Criar (n)a loucura não seria assim

jogo irracional entre sensatez, emoção

e um delirar sem fim?

É, aqui, enfim, na Apoteose da utopia,

o encontro daqueles artesãos da loucura da criação

com a felicidade da alegria.

Frente à explosão de poesia,

abrem-se os pavilhões para os fanáticos pela folia.

Venham, Mestres, celebrar, pela Viradouro, nossa paixão,

fascínio que vira a cabeça e pira o coração!

Venerá-la tal qual um Pierrot que de euforia enlouquece

sonhando que, possível, o impossível lhe parece.

Amá-la neste mundo de galhardia,

como se fosse os braços de Colombina!

Sejam imperadores na avenida,

vivendo tal amor com maestria!

Venham jogar tudo pro alto, celebrar,

perder a cabeça até o dia clarear!

Sonhar a absurda feliz liberdade

na ópera de rua,

teatro de criatividade!

Pois não seriam gêmeos a loucura e o criar

do carnaval amante do amar?

E ao desfilar, Viradouro,

fantasia no palco criadouro

fazendo bricolagem com sonhos e bons agouros!

Enobrece as criações da imaginação

daqueles gênios que eram e são!

Vira o espelho da dúvida

olhando para si, afinal –

quem sabe se, metáfora do real,

no fim,

loucos também não criaram o carnaval?

Autores: Edson Pereira, Clark Mangabeira e Victor Marques

ANEXO DESCRITIVO DA SINOPSE

Querido compositor,

É uma honra e uma grande alegria estar com vocês no carnaval 2018 da Viradouro.

Nosso enredo trata da loucura da criação, sobre o processo criativo a partir da perspectiva de inventores que foram considerados loucos em sua época, que foram incompreendidos e que criaram invenções e teorias que mudaram o nosso mundo.

O enredo focará nas criações e invenções de loucos gênios da criação de maneira desordenada, a partir do nosso reino da imaginação.

O primeiro setor trará referências aos cientistas, magos doutores da erudição, que esmiuçaram o universo e nos deram descobertas como a teoria das cores (Newton), a observação do universo (Galileu), as descobertas da física moderna (Einstein), a comunicação (Graham Bell), a energia e a luz (Thomas Edson) e os músicos e suas sinfonias (Mozart e Beethoven). É importante frisar que outros gênios tiveram as sinfonias clássicas como músicas favoritas, ou seja, a música serviu, além de entretenimento, de inspiração. O setor foca no grito de eureca e na luz que vem das ideias das grandes descobertas, nos gritos de felicidade e no espanto ao se descobrir ou criar algo. Também é importante a persistência na memória das invenções, que nasceram e se imortalizaram.

O segundo setor tem como fio condutor os sonhos e as invenções relacionadas ao voar, sendo que o mais importante é a figura de Santos Dumont. Passando pelo mito de Ícaro, pelos balões de Lachambre, chega-se ao brasileiro e ao seu 14 Bis.

Santos Dumont lia Julio Verne, o autor de “Vinte Mil Léguas Submarinas” que, em seus livros, previu uma série de engenhocas, inclusive uma máquina de voar, o Albatroz. Assim, são estas engenhocas – e a literatura inspiradora – a ligação com o terceiro setor.

O terceiro setor traz a loucura da ficção, dos autores, das obras e das personagens que são inspiradas pela ideia de loucura. O foco é alguns personagens e obras famosas, como Frankenstein, o Chapeleiro Maluco, o livro “O Alienista” de Machado de Assis, Hamlet e Dom Quixote.

Fazendo a ligação com o quarto setor, citamos personagens da vida real que se relacionam com a ficção, pois seriam “loucos”. São eles o Bispo do Rosário e o Profeta Gentileza (natural de Niterói). Eles são o elo entre a realidade e a fantasia, e com o carnaval. Loucos e delirantes, eles vivem em um mundo próprio, uma ficção, suas fantasias, que também são reais, meio carnaval.

O quarto setor é uma ode, portanto, ao carnaval e ao louco amor pela Viradouro. Para contar esse amor, comparamos o amor pela escola ao amor do Pierrot pela Colombina, que é intenso, louco, apaixonado. Este amor é sempre embalado pelos carnavais da Viradouro e pelas criações de artistas, loucos criadores de ilusões que passaram por Niterói.

O personagem central é o carnavalesco Joãozinho Trinta, pensado como símbolo de todos os grandes nomes que passaram pela Viradouro. O grande gênio que fez a Viradouro voar alto e alcançar a vitória.

Fechamos o carnaval, então, com uma ode à Viradouro, exaltando sua torcida loucamente apaixonada que por ela faz de tudo.

Uma comissão de encerramento fará referência a Chaplin. O gênio da Sétima Arte será uma referência à reflexão sobre a loucura que habita em todos nós, porém atentando ao fato de que devemos tomar cuidado com a intensidade da loucura, para não nos perdermos na insanidade sem volta, destruidora, devendo, sempre, assim, enlouquecer pensando no próximo e no bem maior. Deixemos a loucura nos fazer pensar diferente, fora do lugar comum e que nos ajude a desvendar o mundo para o mundo, com humor e leveza.

Para finalizar, um pequeno alerta: a seleção de “loucos gênios” não tem um ponto final. Fizemos uma seleção e peço que tomem cuidado com os nomes que constam aqui e nas referências da sinopse, pois, ao citar um, podemos nos comprometer. O tema, novamente, são os loucos gênios da criação, no geral.

Assim, os mundos criados vão continuar enlouquecendo-nos com novas histórias…

Um abraço,

Edson Pereira

SAMBA-ENREDO

Vira a Cabeça, Pira o Coração. Loucos Gênios da Criação

Compositores:            Zé Glória, Lucas Macedo, William Lima, Gugu Psi, Lico Monteiro, Lucas Neves e Matheus Gaúcho

Intérprete:       Zé Paulo Sierra

LETRA

Genial

“É ter na mente” o dom da criação

Onde ser louco é inspiração

“Une verso” à melodia

Brincar de Deus… E com as cores delirar

Nos sonhos meus… “Vinci” fazer acreditar

Desperta a voz que dá luz à invenção

Quem dera o infinito conhecer

E nesse azul, eu encontrei você

Além das estrelas, na imensidão

Voando nas asas da imaginação (bis)

Meu mundo especial, meu céu

Meu ideal

Quem foi que pensou algum dia

Que o homem iria se aventurar

Nas telas, nos livros

Tantos moinhos derrubar

Sei que a loucura é o “X” da questão

“Ser ou não ser” mais um entregue à razão?

Fazer do lixo uma bela fantasia

Eu sou um sonhador, um pierrô alucinado

Artista de uma escola de verdade

Orgulho de ser comunidade

É de arrepiar a nossa emoção

Sou Viradouro, sou paixão!

É de enlouquecer, Viradouro

A cabeça desse povo

Tocou a alma, pirou meu coração

Não tem explicação

Já enlouqueceu, Viradouro

A cabeça desse povo

Tocou a alma, pirou meu coração

Não tem explicação

FICHA TÉCNICA

Presidente: Marcelo Calil Petrus Filho

(Presidentes de Honra: Marcelo Calil Petrus e José Carlos Monassa Bessil (in memorian))

Carnavalesco: Edson Pereira

Direção de Carnaval: Alex Fab e Dudu Falcão

Diretor Geral de Harmonia: Mauro Amorim

Intérprete: Zé Paulo Sierra

Comissão de Frente: Márcio Moura

Mestre de Bateria: Maurão

Rainha de Bateria: Raíssa Machado

1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Julinho e Rute Alves

2º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Roberto Vinícius e Alana da Silva

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