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Relatório recomenda transferir a gestão do carnaval para a Secretaria de Cultura

Unidos da Tijuca desfile das campeãs 2016 -por Daniely Fontenele – Agência Sambrasil Comunicações

Por Redação

Transferir da Riotur para a Secretaria municipal de Cultura a responsabilidade do carnaval. Criar uma subsecretaria de carnaval, que terá entre as principais funções assumir a organização do desfile das escolas de samba e do carnaval de rua, e, também, instituir um Conselho municipal do Carnaval da Avenida, vinculado à subsecretaria, que será composto por representantes do poder público e das agremiações. Essas são algumas das propostas que constam no relatório da comissão especial do carnaval na Câmara do Rio, presidida pelo vereador Tarcísio Motta (PSOL), que será apresentado nesta segunda-feira, às 17h, na Cinelândia, com direito a uma roda de samba, como saiu aqui no blog em novembro.

O documento de 60 páginas elenca 45 ideias – todas no campo das sugestões, ou seja, sem obrigatoriedade de serem aceitas ou implementadas pelos órgãos responsáveis pela administração da folia – para o carnaval de rua, da Marquês de Sapucaí e também da Intendente Magalhães. O relatório, que será entregue à Riotur e à Secretaria municipal de Cultura, sustenta que o poder público precisa estar à frente da organização da festa. Entre as sugestões de mudanças no espetáculo do Sambódromo, está a de recuperar o projeto original da Passarela, transformando as frisas (ou parte delas) em uma área de preços populares e a de garantir a realização dos ensaios técnicos, que não ocorrerão em 2018.

 

PARALISAÇÃO DOS DESFILES

O relatório não poupa sugestões para garantir a segurança de foliões e profissionais durante os desfiles. Novos episódios como o ocorrido com a continuidade do desfile da Unidos da Tijuca neste ano, após o desabamento de parte de uma alegoria, poderão ser evitados caso uma das sugestões do relatório seja adotada: determinar a interrupção da apresentação em casos de acidentes graves até que a segurança esteja garantida. Em outro ponto, o acidente com a última alegoria do Paraíso do Tuiuti, que perdeu o controle e atropelou uma fotógrafa no Setor 1, também inspirou uma sugestão. A construção de “corredor de deslocamento no Sambódromo junto aos camarotes para a imprensa, para a circulação segura de jornalistas credenciados durante os desfiles” é mencionada.

 

A construção de alegorias pode, também, precisa ser mais fiscalizada. A comissão sugere elaborar uma regulamentação técnica com “parâmetros de segurança” dos carros alegóricos, além de tornar obrigatório a realização de testes prévios de carros alegóricos, com acompanhamento de corpo técnico da subsecretaria municipal do carnaval.

 

Elaborado a partir de audiências e debates públicos sobre os problemas no reinado de Momo, com a participação de representantes da prefeitura, das escolas de samba e de blocos, o relatório indica também a necessidade de “realizar uma ampla reforma do Sambódromo, a fim de garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência em todos os setores”; mudar as cabines de rádio e televisão para o setor 6, “de modo a possibilitar uma visão geral do desfile e maior condições de trabalho para os jornalistas”; fiscalizar periodicamente as instalações dos barracões para garantir condições de trabalhos e preservar a segurança dos trabalhadores contratados pelas escolas de samba, além de ações para preservar a memória das agremiações, como a criação de pontos de cultura e espaços de memória nas escolas de samba e o investimento em políticas de preservação da infraestrutura das quadras de escolas de samba.

 

BANHEIROS PÚBLICOS FIXOS

O carnaval de rua também ganhou recomendações específicas. Entre elas, a elaboração de uma política de incentivo para blocos e grupos canravalescos tradicionais, a construção de banheiros públicos fixos nas principais vias e praças da cidade e a instituição de um Plano municipal de Democratização do Carnaval, além da criação de um Conselho municipal de Carnaval de Rua, vinculado à subsecretaria de carnaval.

 

O abismo entre as subvenções também deve ser combatido. Em 2017, por exemplo, enquanto as escolas do Grupo Especial receberam R$ 2 milhões cada da prefeitura do Rio, as escolas da Série D, que desfilam na Intendente Magalhães, tiveram ajuda de apenas R$ 40 mil cada. “Diminuir a disparidade entre os valores de subvenção entre os grupos, de modo que a verba destinada ao último grupo que desfila na Intendente Magalhães seja no mínimo a metade do valor que é destinado ao Grupo Especial”, defende o relatório.

POR RENAN RODRIGUES 04/12/2017 08:08 – Jornal O Globo

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