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Os Sertões – Em Cima da Hora 1976

Por Marcelo Faria

Com a missão de informar e tornar o povo mais instruído e com a elevação do nível cultural, o Portal de Notícias Sambrasil – www.sambrasil.net , traz mais uma artigo para a coluna SambaPédia.

Com este único registro histórico, esta ainda em preto e branco, já castigada pelo tempo é a única deste desfile, que pode não ter sido um sucesso para a escola de Cavalcante, mas que colocou o samba de Edeor de Paula na galeria dos mais belos de todos os tempos, numa época em que as músicas começavam a ficar muito próximas do que se ouve hoje em dia. Uma obra prima que trata da Guerra de Canudos baseada no romance de mesmo nome de Euclides da Cunha, mas que eleva toda luta do povo do sertão que tanto em 1896 como nos dias de hoje convive com a terra seca, a falta do que plantar e a luta pela sobrevivência.

O samba teve algumas releituras ao longo dos anos, todas muito marcantes. Mestre Marçal com toda sua classe e Dudu Nobre com todo seu talento fizeram regravações sensacionais, mas fico imaginando como deve ter sido cantado naquele carnaval de 1976 com a obra recém-escrita, na ponta da língua.

 

Consulte aqui a história que deu origem ao samba. https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Canudos

Acompanhe este samba antológico. Letra e música de Edeor de Paula.

Letra do samba:

Marcados pela própria natureza

O Nordeste do meu Brasil

Oh! solitário sertão

De sofrimento e solidão

A terra e seca

Mal se pode cultivar

Morrem as plantas e foge o ar

A vida e triste nesse lugar

 

Sertanejo e forte

Supera miséria sem fim

Sertanejo homem forte

Dizia o Poeta assim

 

Foi no século passado

No interior da Bahia

O Homem revoltado com a sorte

do mundo em que vivia

Ocultou-se no sertão

espalhando a rebeldia

Se revoltando contra a lei

Que a sociedade oferecia

 

Os Jagunços lutaram

Ate o final

Defendendo canudos

Naquela guerra fatal

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