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LIESB sofre com o corte de verba por parte da Prefeitura do Rio

Por Redação

O corte de verbas anunciado pelo prefeito Marcelo Crivella para o carnaval não prejudica apenas as escolas do Grupo Especial. A medida poderá inviabilizar o desfile da Intendente Magalhães, por onde passam as escolas das séries B, C, D e E. O alerta é do presidente a Liga das Escolas de Samba do Grupo B (LIESB), Heitor Fernandes. Como antecipou a Coluna Gente Boa, os gastos com os blocos espalhados pela cidade, assim como desfile da Intendente Magalhães, não serão pagos mais pela prefeitura, e sim repassados para as marcas patrocinadoras do chamado “Projeto Carnaval”. A mudança faz parte do caderno de encargos do carnaval de rua, que será lançado pela Riotur no próximo dia 30.

Uma das propostas que serão apresentadas é a instalação de um palco com telão, nos moldes do Fifa Fun Fest, na Praia de Copacabana. Ali seriam exibidos desfiles de blocos e das escolas de samba. “Tudo com espaço para os patrocinadores”, informou à coluna, o presidente da Riotur, Marcelo Alves. “Também seremos mais enérgicos com o marketing de emboscada”. Este ano, a Prefeitura do Rio gastou R$ 55 milhões com o carnaval da cidade.

— A Riotur ainda nem quitou a subvenção do desfile de 2017 e está falando em cortes. Para quem prometia fazer o melhor carnaval, o prefeito está acabando com ele. As escolas da Intendente são pobres e têm como público pessoas que não têm dinheiro nem mesmo para a passagem para ir brincar o carnaval no Centro — protestou Heitor Fernandes.

Segundo o dirigente, a prefeitura deve ainda cerca de R$ 900 mil às 40 agremiações que realizam o desfile da Zona Norte do Rio:

— Eles pagaram uma parte e deveriam pagar o restante depois da prestação de contas. Todas as escolas entregaram suas prestações em março, mas até hoje o dinheiro não saiu. As escolas estão endividadas e não terão como fazer o carnaval. Esta história de caderno de encargos é fictícia. Caderno de encargos não é contrato, não é licitação, não é nada. Quando era candidato, Crivella nos disse que se não fosse para melhorar, pelo menos não atrapalharia o carnaval. Na prática, ele está acabando com ele.

Na Intendente Magalhães desfilam, no total, 60 agremiações com cerca de trinta mil componentes. As subvenções para cada uma das escolas variam entre R$ 130 mil, para as do Grupo B, até R$ 45 mil para as escolas do Grupo D. O Grupo E, intermediário entre escola e bloco, não recebe subvenção.

A presidente da Sebastiana, associação de blocos da Zona Sul, Rita Fernandes, também protestou contra o novo caderno de encargos da Prefeitura:

— O patrocínio que nós conseguimos com as empresas é para carro de som, ritmistas, segurança e apoio. A prefeitura quer colocar no pacote suas atribuições, que é garantir agentes de trânsito, garis, banheiros químicos. Ou seja, a prefeitura precisa investir na cidade para que o carnaval não prejudique. Nossa proposta era que parte do imposto municipal arrecadado durante os dias de folia fosse repassado a um fundo que passaria a bancar o carnaval. O que a prefeitura está fazendo com isto é inviabilizar — protestou.

Segundo ela, ao criar um caderno de encargos com mais obrigações para patrocinadores, a Riotur está engessando a festa.

– Foram anos até que conseguíssemos abrir um diálogo com a prefeitura para organizar o carnaval, que rende muitos frutos para a cidade. Isto é um grande retrocesso – concluiu.

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